ENTREVISTA – Duarte Foro “Mamas”

ENTREVISTA – Duarte Foro “Mamas”

Nome: Duarte Foro
Alcunha: Ui..tantas, Ketchup, Canejo, Major, Mamas, Macaco, Monkey…
Data de Nascimento: 24/07/1991

Há quantos anos estás no CDUL?
R: Comecei com 14, já lá vão 13 anos e se tudo correr bem ainda me esperam muitos mais com a armadura azul.

Como vieste cá parar?
R: Vim por influência do meu irmão, obviamente. Eu era do futebol, guarda-redes, mas não pensem que era por ser o gordo… ainda hoje me considero o melhor guarda-redes amador de Lisboa.

Lembro-me bem do meu primeiro treino, o Tomás Botelho placou-me e fui para o balneário chorar..jogador duro esse tal Botelho. Ainda tenho pesadelos com ele.

Podes-nos contar o teu percurso até aos séniores?
R: Um percurso interessante, melhorando ano após ano nas várias vertentes que se exige a um atleta.

Sempre foi um sonho para mim jogar nos Séniores do CDUL, jogar ao lado dos meus ídolos, o meu irmão, Tiago Girão, Machado, Coimbra, Cabral, Saca, Penha e Costa, Kiko, … pensando bem todos eles ahaha, até que esse dia chegou. Se me perguntarem qual o dia mais feliz da minha vida, irei responder 21 de Janeiro de 2011, jogo da meia-final da final-four contra o Belenenses, acabámos por perder, sinceramente na altura não me importou, para mim era o início de um sonho.

Nos sub16 chegaste a jogar na equipa B e, hoje em dia, és internacional sénior. Que conselhos dás aos nossos jovens craques para que continuem a trabalhar no duro todos os dias?
R: Como disse na resposta anterior, fui melhorando ano após ano, isso sim é o mais importante. Fez parte do meu processo evolutivo jogar na equipa B, os treinadores assim o decidiram. Não foi o facto de ter jogado na equipa B que me fez chegar aos séniores melhor ou pior preparado, mas sim os 5 anos de formação na escola do CDUL como um todo.

Conselho aos mais jovens? Vou deixar uma frase do golfer Arnold Palmer:
“Quanto mais treino, mais sorte tenho.”

O que te cativou no rugby?
R: Sou apaixonado pelo desporto no geral. No desporto estamos numa luta constante para nos sobrepormos a alguém, fisicamente, psicologicamente e intelectualmente, seja um desporto individual ou coletivo.
No desporto coletivo temos, para além da responsabilidade individual, uma responsabilidade pelo nosso companheiro, eu sou responsável pela performance do meu companheiro.
O rugby cativa-me mais do que os outros desportos pelo confronto físico mais acentuado. Os valores das várias modalidade são iguais…as pessoas é que fazem o desporto, seja atleta, dirigente ou adepto.

Qual foi o jogador nacional e internacional, reformado ou no activo, que mais te marcou?
R: Pergunta fácil, vou escrever uns quantos. Gonçalo Foro, João Mussolo, Paulo Murinello, Pedro Cabral e Tiago Girão.

Durante a tua carreira houve dezenas de jogadores estrangeiros que passaram pelo CDUL. Qual o que mais te marcou, e porquê?
R: Carl Murray foi o estrangeiro que mais me marcou, tanto dentro de campo, como fora. É um dos nossos!

Jogaste muitos anos ao lado do teu irmão Gonçalo, qual o principal conselho que ele te deu? Seguiste esse conselho?
R: O que mais me marcou foi a forma de estar do Gonçalo. Durante a semana ser o mais humilde, o que treina mais (e melhor) e o mais regrado. Ao fim-de-semana não permitir que ninguém seja melhor que nós, com uma certa arrogância que caracteriza os grandes atletas – independentemente do adversário, temos que ser melhores.
Agora se eu sigo esta maneira de estar? Sou atleta muito competitivo, mas isso não chega. Não chega chegar ao jogo e dar o nosso máximo, tem que haver toda uma preparação física e mental. Não é para quem quer, é para quem pode. No entanto não me considero um produto acabado, aliás nunca somos produtos acabados e recorro outra vez ao meu irmão que aos 36 anos tentava ser o melhor apesar de já o ser.

E tu, que conselho lhe deste? E ele seguiu-o?
R: “Mano, cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”..estou a brincar.
Nunca precisou de conselhos meus.
Gostava de aproveitar para lhe deixar uma pergunta “Gonçalo, se ainda fosses jogador, que tipo de treinador gostavas de ter?”.

Qual o adversário mais difícil que já defrontaste? Porquê?
R: Os adversários mais difíceis ou que mais gostei de defrontar foram o João Correia e o Vasco Uva, tentei sempre competir com eles mesmo tendo menos 10 anos. A par do meu irmão são os responsáveis da minha gene de atleta.

Tens alguma história engraçada do balneário dos séniores que nos possas confidenciar?
R: As histórias de balneário, ou do que seja, conto à malta nova quando lá chegarem e acreditem…já vivi 10 vidas.

O que fazes profissionalmente?
R: Tenho uma marca de roupa de homem, em que um dos meus sócios é o meu amigo e companheiro de equipa de longa data, Francisco Appleton. Para quem se quiser vestir bem aqui fica a dica http://alphaiate.pt/

Como concilias esse tempo com o rugby?
R:Começo a trabalhar às 09:30h. Ou vou ao ginásio antes ou na hora de almoço, às 14h. Volto a entrar às 16h e saio as 19h30. Às 20h já estou no CDUL a fazer skills com o João Bernardo, para depois começarmos a treinar às 20h30.Aos sábados, quando temos jogo em Lisboa, trabalho sempre até às 13h.

O que têm em comum a vida de alfaiate e a de jogador de rugby?
R: Apenas um reparo, não sou alfaiatem, sou fashion adviser, ahaha. Para ser se alfaiate são precisos anos e anos de trabalho e conhecimento.
Muito pouco em comum, assim de repente só me lembro da linha e da agulha.

Achas que o jogador de rugby se preocupa com a sua imagem? O que sugeres que se faça para melhorar?
R: Costumam brincar comigo porque desde sempre que vou para os jogos penteadinho, bem vestido ou apenas cuidado, o que para alguns jogadores da nossa equipa é coisa de mulher.
Faz parte do meu ritual arranjar-me para ir para o jogo, também gosto de me pentear antes de entrar em campo.
Não era bem a resposta que estavam à espera ahah … vá ok, já consegui que o João Bernardo deixasse de usar sapatos de vela. Agora só me falta convencer o João Almeida a deixar de usar boxers largos aos quadrados.

Como achas que podemos trazer mais pessoas, antigos jogadores ou não, para assistirem a mais jogos de rugby?
R: Se as pessoas não assistem aos jogos, a culpa é nossa, dos clubes e dos jogadores. Temos muito a tendência de criticar antigos jogadores, família e amigos. O primeiro passo é a consciencialização de que a culpa é nossa, o jogo/espetáculo não é atrativo o suficiente.

Rápidas:
Desporto (para além do Rugby)? Futebol e desportos de combate.
Fato de 2 peças ou 3 peças? 2..
Prato preferido? Eu é mais bolos.
Laranja ou Kiwi? Laranja.
Hobby? Ir aos fados, se possível na companhia do meu fiel amigo Tiago Andrade Nunes.
Filme? Snatch.

Se fizessem um filme com a tua vida, quem seria o actor que faria de Duarte Foro? Porquê?
Danny Devito, lembrei-me do “twins”.

O grande projecto pessoal?
Nunca falhar a um amigo ou família. Que nunca se diga que Duarte Foro deixou um dos seus para trás.

Qual é o facto mais ridículo que conheces?
Sobre “conhecimento inútil” o meu pai dizia uma frase engraçada: “Só há uma coisa que não serve para nada, a ignorância”, mas na realidade saber que accipiter gentilis é o nome científico do Açor serve para muito pouco, e já agora nomes científicos escrevem-se sempre em itálico, aqui vai… accipiter gentilis.

Grandes questões do mundo contemporâneo:
O hotdog é uma sandwich?
R: Eu diria que sim, os hotdogs devem ter sido inventados nos E.U.A, nós os europeus somos mais polidos, fatiamos com mais ligeireza os enchidos. Sir Jonh Montagu ia ficar muito arreliado se soubesse que eu estou a dizer que um hotdog é uma sandwich.  

Se pudesses substituir toda a relva do mundo por qualquer outra coisa, o que escolherias?
R: Barba de um mês.

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