ENTREVISTA: João – Nelo – Mussolo

ENTREVISTA: João – Nelo – Mussolo

Nome: João Manuel Serrote Mussolo 
Alcunha: Nelo ou Nelão
Data de Nascimento: 09-12-1982

Há quantos anos estás no CDUL?
R: Eu estou no CDUL desde 2007. Lembro-me bem porque foi a altura em que Portugal foi ao mundial de rugby.

Começaste a tua carreira no Belas. O que te levou a mudar para o CDUL?
R: Sim, eu comecei a minha carreira no Belas Rugby Clube, no ano 2000 ou 2001, salvo erro, a convite de um primo que já praticava a modalidade na altura. Eu aceitei o desafio porque era algo que só via na televisão e achava aquilo estranho – o desporto em si -, porque não percebia as regras, não sabia qual o objectivo de tanto contacto físico, até ter experimentado. Penso que foi amor à primeira vista. Eu sempre adorei desporto desde pequenino e já pratiquei e experimentei alguns, desde Atletismo, Futebol, Basquetebol, Judo, Boxe e Muay Thai. Penso que o rugby foi o culminar de todas estas modalidades, numa só. A mudança para o CDUL, depois de ter ganho o campeonato da 2.ª divisão e de termos subido à 1.ª e termos descido na época seguinte, fez-me pensar: se na primeira divisão os jogos são tão intensos, o que será a divisão de honra (escalão principal)? Aí deu-se a mudança. Eu, como qualquer atleta almeja sempre o melhor, apesar de ter vários convites (pelo menos de 2 clubes da divisão de honra), na escolha pelo CDUL pesou o facto de não ter sido o único a rumar para este grande clube, acompanhou-me também o João Júnior e o Carlos Gomes.

Como foi a tua integração?
R: Quanto à integração, nada a declarar. Fui muito bem recebido (ou fomos muito bem recebidos), tanto pela direcção na altura, como pela equipa técnica e jogadores. Senti-me em casa.

O que te cativou no rugby?
R: O que me cativou no rubgy foi a lealdade do desporto em si, a paixão com que é jogado dentro do campo, a rivalidade entre adversários dentro de campo, e a confraternização fora de campo, quer percamos ou ganhemos os jogos.

Como é que consegues conciliar a vida familiar com a exigencia do Rugy?
R: Conciliar o rugby e a vida familiar requer planeamento e muita, mas muita, compreensão da esposa, no dia a dia.

No teu primeiro ano do CDUL jogavas a terceira linha. Depois foste promovido à primeira linha. Porque se deu essa mudança?
R: A mudança para primeira linha: sim, quando me mudei para o CDUL  jogava na 3-linha. Isto até um torneio de ” ten ” na tapada já com o novo treinador neozelandês, Craig  Anthony Sandlant. Não sei se foi por falta de jogadores da primeira linha, ou porque na altura o CDUL  tinha muitos 3-linhas. Até hoje ainda estou para saber a razão. Ele veio ter comigo e perguntou-me o que eu achava de jogar a primeira linha neste torneio e claro que eu me prontifiquei e disse que sim. Eu queria era jogar fosse onde fosse e lá decorreu o torneio e diga-se de passagem até correu muito bem, para um novato. No final ele, o treinador, veio ter comigo e elogiou-me bastante, bla bla bla, coisas de treinador, perguntou o que eu tinha achado e sem saber caí na armadilha e disse que tinha adorado, pensando que seria apenas neste torneio. Foi o meu erro. Nas semanas que se seguiram fui ficando e acabei por ficar e hoje não troco esta posição.

Quais foram as principais dificuldades que encontraste?
R: Dificuldades encontradas: a pressão que é exercida na primeira linha foi o mais difícil no princípio, porque não estava habituado na 3-linha.

Podes nos explicar o que é o sindicato do 5 da frente?
R: O sindicato do 5 da frente: Boa pergunta eu não faço a mínima ideia. Até parece mentira.

Achas que os 3/4s as vezes fazem avants de propósito só para vos ver sofrer nas melees?
R: Os 3/4 não fazem de propósito, mas seria engraçado inverter as posições para ver o quanto custa conquistar as bolas.

És o jogador mais experiente em actividade no CDUL, qual é o segredo da tua longevidade?
R: O segredo da longevidade: não há segredo nenhum, apenas força de vontade preparação física e muita paixão pela modalidade, muita entrega  e sentir sempre aquela borboleta no estômago antes de cada jogo. Quando este sentimento desaparecer é o sinal que temos de parar.

Qual foi o jogador nacional e internacional, reformado ou no activo, que mais te marcou?
R: Jogador internacional: Jonah Lomu, a máquina. Nacional: O eterno Gonçalo Foro, hoje meu treinador… por nunca deitar a toalha ao chão, mesmo nos momentos mais difíceis, no campo, no ginásio e na vida.

Durante a tua carreira houve dezenas de jogadores estrangeiros que passaram pelo CDUL. Qual o que mais te marcou?
R: O jogador estrangeiro que mais me marcou foi o Seti Filo, pela sua fisicalidade e entrega no jogo, dando o corpo e a alma em cada colisão, sem se preocupar com o próprio corpo. 

Qual o adversário, individual e colectivo, mais difícil que já defrontaste? Porquê?
R: O adversário individual que já defrontei foi certamente Juan Severino, devido à sua robustez. É directo e muito difícil de placar à primeira. Colectivo: GDD, uma equipa coesa e física e com muitos jogadores individualmente evoluídos.

Qual o pilar mais complicado que apanhaste pela frente?
R: O pilar mais complicado é um pouco difícil de responder, porque quando entro em campo penso comigo mesmo que nenhum adversário é melhor que eu. Portanto, se estiver complicado arranjamos maneira de descomplicar.

Diz -nos a verdade, o talonador faz força na mêlée ou é tempo de descanso para ele?
R: Eu diria que o talonador tem uma missão específica na mêlée. Primeiro ganhar a bola e só depois fazer força. Portanto diria que sim, faz força na mêlée.

Se o talonador nao empurra na mêlée, nem levanta na touche, é considerado um verdadeiro primeira linha?
R: Sim considero-os primeiras linhas, porque sem eles não seria uma mêlée, eles até fazem força e na touche tem que estar focados em meter as bolas direitas!

Rápidas:
Desporto (para além do Rugby)? Basquetebol.
Touche ou mêlée? Mêlée
Prato preferido? Feijoada
Chocolate ou baunilha? Chocolate
Hobby? Ver TV, Séries, Filmes
Desenho animado? Lady Bug
Filme? Estranhos de passagem, thriller policial, direcção : Stephen Frears.

Grandes questões do mundo contemporâneo:
Porque é que se chamam Noivas de Stº António, se os Frades não podem casar?
R: Porque o Stº António é o padroeiro das noivas.

Notícias mais recentes

ENTREVISTA: João – Nelo – Mussolo

ENTREVISTA: João – Nelo – Mussolo

Nome: João Manuel Serrote Mussolo  Alcunha: Nelo ou Nelão Data de Nascimento: 09-12-1982Há quantos anos estás no CDUL? R: Eu estou no CDUL desde ...
ENTREVISTA – Nuno Pinto de Magalhães

ENTREVISTA – Nuno Pinto de Magalhães

Nome: Nuno Maria Pinto de Magalhães Fernandes Thomaz Alcunha: Pintinho Data de Nascimento: 02/11/1968Em que ano entraste no CDUL?R: Quando regressei ...
ENTREVISTA – Carl Murray

ENTREVISTA – Carl Murray

Name: Carl Murray Nick Name: Muzza Birthday: 27th March 1985Carl, first of all, where are you now and what are you doing?A:  Douglas on the Isle of M...