ENTREVISTA: MIGUEL RODRIGUES

ENTREVISTA: MIGUEL RODRIGUES

Nome: Miguel Gonçalves Rodrigues
Data de Nascimento: 18 de Março de 1975…
Alcunha? MêRê

Explica-nos a tua ligação ao rugby!Até à data ainda só tive 2 experiências a “jogar” rugby, mas ainda está para acontecer a estreia oficial…

A primeira, quando tinha 10/12 anos, na altura era um autêntico monstro conhecido como Chalet de Ossos. Foi em São Martinho do Porto numa sessão de treino ou de captação conduzida pelo Eng. Vasco Pinto de Magalhães, tenho a certeza que brilhei mas ainda estou para perceber porque nunca mais tive conhecimento de outras sessões…

A segunda foi num jogo entre Pais e Filhos, em que tive de jogar contra o épico Feijoca, privar com aquele histórico do rugby nacional e ver esse ícone a atropelar vários jogadores (U12)…

Como vieste parar ao CDUL?
Apesar de nunca ter jogado, sempre fui do CDUL, porque era o clube onde jogaram alguns dos meus amigos de infância e onde o meu filho Luís foi jogar, e como o acompanhava em tudo o que era treinos e jogos acabei por ser desafiado pelo José Maria Caupers para integrar a Direcção do CDUL, na altura liderada pelo João Megre e que integrava o Xico Lupi, o Pedro Eiró e o Jorge Girão, para além do Zé Maria.

No CDUL fiz um pouco de tudo. Comecei como Pai, Patrocinador, depois Faixas, Director, Blogger, Fotógrafo, Team Builder da 3a parte, etc.

Como nasceu a alcunha MêRê?
Foram os jogadores da equipa de juvenis ou juniores quando andava a bombar com o blog e as fotos.

E já agora como nasceu a paixão pela fotografia?
Foi com o rugby. Senti que tinha de fazer alguma coisa para justificar o investimento no CDUL e dar visibilidade ao ISLA.

Foste durante muitos anos um dos principais patrocinadores do CDUL através do ISLA. Bom ou mau investimento?
Bom! O patrocínio do ISLA, durante cerca de 10 anos, ajudou a relançar uma marca que tal como o CDUL também passou por uma fase menos boa.

Este patrocínio levou-me a envolver na Direcção do clube, na área da comunicação, para conseguir tirar contrapartida do apoio e para não ser mais um “Paitrocínio”, o saldo acabou por ser muito positivo para o ISLA e para o CDUL.

Durante essa fase desenvolvi um blog dedicado às actividades do CDUL onde eram publicadas notícias, fotos, artigos de opinião e algumas entrevistas fantásticas feitas por alguém que se escudou atrás do melhor águas de todos os tempos, o Feijoca, junto um link de algumas entrevistas.

http://cdul.blogspot.pt/2007/05/xuxa-conversa-com-feijoca.html

http://cdul.blogspot.pt/2007/06/rrroca-versus-villax.html

http://cdul.blogspot.pt/2008/02/rrroca-is-back-intimidades-vi-nzires.html

Qual o retorno que um patrocinador pode retirar de um desporto como o rugby?
Pelas características do rugby em Portugal, poucos praticantes, pouca visibilidade, desporto amador, a modalidade não tem aparentemente um bom retorno para os patrocinadores. No caso do ISLA foi mais um investimento a médio e a longo prazo que criou empatias desde muito cedo no nosso público alvo, jovens pré-universitários da classe média, média-alta. O ISLA patrocinou fundamentalmente os Juniores do CDUL, Direito e Cascais e a ARS e estava presente em muitos eventos da Associação de Rugby do Sul com uma banca e sempre com ofertas (merchandising, bebidas e snacks) que eram muito bem recebidas pelos jovens atletas e pelos Pais, ficaram também célebres algumas festas no Campus do ISLA, actual Universidade Europeia… Foram 10 épocas de patrocínio em que investimos mais de 200 mil euros mas tivemos retorno superior em inscrições e aumentámos significativamente a visibilidade da marca. No fundo é um patrocínio que para dar bons resultados tem de ser trabalhado pelos 2 parceiros com muita criatividade aproveitando os fantásticos valores que a modalidade tem.

E como podem os clubes chegar aos patrocinadores?
Normalmente faz-se uma apresentação com os valores do clube e a tabela de preços por escalões e localização do logótipo no equipamento e noutros meios publicitários disponibilizados pelo clube, para levar aos potenciais patrocinadores que são indicados pelo network do clube, antigos jogadores, pais, conhecidos etc. este método continua funcionar mas hoje em dia as coisas são diferentes, a exigência é maior daí ter de se dar largas à imaginação e criatividade e fazer quase um fato à medida com estratégias de comunicação adaptadas a cada potencial patrocinador.

Além de apoiar o Rugby com as fotografias, qual é a tua profissão?
Reformei-me do ISLA e hoje ocupo o meu tempo a gerir alguns investimentos imobiliários, com incidência no aluguer de apartamentos e quartos a estudantes.

Qual o jogo que mais te marcou?
A final do Campeonato Nacional em 2011/12 no qual o CDUL voltou a erguer a Taça de Campeão, pondo fim a 22 anos de jejum.

E jogadores?
O Tiago Girão e o Pete Leulusoo e mais 135 jogadores.

Qual foi a tua melhor fotografia de rugby? Podes explicar quando foi e o porquê da escolha? (podes partilhar a fotografia sff?).
Foram tantas, não consigo eleger a melhor, mas se calhar algumas de que gosto mais não dizem nada às pessoas, tem a ver com o momento, com a nossa disposição e com o significado da mesma, vou exemplificar com 2. A primeira é um crop enorme de um ensaio do Saca com o filho do Kane (Técnico) ainda bébé ao fundo mas a olhar para a jogada, a segunda é da Escolinha de Rugby da Galiza a fazerem um Haka a que dei o título hakadofimdomundo num convívio nacional antes de um jogo da seleção.

Quem é o melhor fotografo o Miguel Rodrigues ou o Luís Cabelo?
Isso é querer comparar o Messi ao Ronaldo, mas reconheço que venho de uma longa lesão LOL e que dificilmente voltarei a atingir o patamar agora ocupado pelo Luisinho, mas fui o Number One durante muitos anos!

Rápidas:
Preferência clubística fora do rugby? Benfica
Prato/cozinhado preferido? Sou muito bom a comer, gosto muito de quase tudo!
Hobby? Fotografia, viajar e vou tentar voltar a desenhar e pintar.
Filme? Las quatro bodas de Marisol em 1968, o que eu sonhei com a miúda!
Viagem de sonho? A próxima, tiro sempre imenso prazer das viagens que faço.
Grandes questões do mundo contemporâneo:
Numa luta, quantas galinhas seriam necessárias para matar um elefante?
XV

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