ENTREVISTA: PEDRO SARMENTO

ENTREVISTA: PEDRO SARMENTO

Não levamos isto como um texto de despedida, mas sim de reconhecimento e com a certeza que vais voltar ainda com mais conhecimento e experiência. Todas as partidas deixam saudades. Por tudo o que fazias diariamente pelo Cdul, toda a tua força de vontade, empenho e constante preocupação em fazer cada dia melhor. Todo o teu trabalho era bem visível e por esse motivo estás a ter o devido reconhecimento. Qualquer que seja o clube que te receba, vai ficar surpreendido com o que tens para dar. E como já te dissemos, aproveita isto a nível pessoal e profissional porque tu mereces!

Nome: Pedro Manuel Bicho Duarte de Morais Sarmento
Alcunha: “Velho”, “Zé Luís”
Data de Nascimento: 04-03-1990

Conta-nos um pouco da tua história enquanto jogador de Rugby e como vieste parar ao Cdul?
Vim para o CDUL com onze anos depois de ter sido desafiado pelo meu tio Quicas a jogar rugby durante as férias de Carnaval. A minha mãe procurou o clube mais perto de casa e duas semanas depois fui a um primeiro treino, onde me fartei de levar pancada sem perceber muito bem porquê, mas diverti-me imenso. 15 dias depois estava a fazer o meu primeiro convívio em Monsanto vestido com o U do CDUL.

Como é que começaste a ser treinador?
Antes da época de 2007-2008 fui convidado para dar uma ajuda nos treinos dos sub-12 e aceitei.
Houve muitas razões para dizer que sim na altura: ajudar o clube, retribuir o que me ensinaram, ganhar contactos profissionais, sair um pouco da rotina… Mas em casa em tom de brincadeira, diziam que a razão pela qual aceitei foi porque o CDUL me deu a oportunidade de torturar no meu irmão (o Eduardo na altura era sub-12) e receber por isso.

Passaste por outros clubes enquanto jogador?
Sim, para além do CDUL, joguei também no Técnico, no São Miguel e no Sporting. Em todos eles fui bem acolhido, conheci pessoas que prezo, e passei bons momentos. Como treinador vou começar agora a experimentar outros ares.

Podes contar uma história que te marcou no Cdul? 
Posso partilhar um dos momentos que me marcou mais, em que percebi que gostava mesmo de ser treinador.
Foi num convívio em Loulé, na minha primeira época enquanto treinador, num jogo já não me lembro bem contra quem, por duas vezes um miúdo da outra equipa pega na bola na ponta e contorna a nossa linha defensiva e marca ensaio. Estava a puxar pelos miúdos para cima, para irem procurar marcar mais um ensaio, e o Rafael Calado, que estava a jogar a Arrier, vem ter comigo e pergunta-me como é que ele podia parar aquele miúdo. Falámos 2 ou 3 segundos sobre a aproximação e o contacto e o jogo seguiu… Passado pouco tempo de jogo o miúdo da outra equipa contorna outra vez a nossa linha defensiva, mas desta vez o Rafa placa-o para fora. O Rafa ficou feliz com o sucesso que teve, a equipa toda animou e marcaram depois do alinhamento. Eu fiquei com o coração a palpitar e pensei “É isto! Ser treinador é do caraças!”

Aprendeste ou ensinaste mais?
Aprendi muito mais. E acho ser difícil ser ao contrário, é preciso estar sempre a aprender para se poder ensinar seja o que for.

Sentes que o CDUL é uma escola de valores?
Sim, nem sempre nos portamos como idealizamos ser, mas acho que trabalhamos todos, desde o jogador mais jovem aos seniores e contando com o papel pela direção e dos aficionados para, em conjunto, orientarmo-nos uns aos outros para sermos melhores pessoas.

Qual o melhor e menos bom momento que tiveste no Cdul? 
Tive vários dos dois, mas vou escolher como melhor momento a final da Divisão de Honra na época 2016-2017.
Foi uma época difícil, com muitas mexidas, eu entrei em Dezembro para a equipa dos seniores, para o lugar do José Maria Caupers – Diretor de equipa dos seniores durante várias épocas, que me preparou a papinha toda – mesmo assim foi muito trabalho, acumulei o trabalho que estava a fazer nas escolas com os seniores.
Nesse ano acabamos a fase regular do campeonato no 5º lugar, jogámos o play-off contra o Técnico, na meia-final foi um jogo muito duro contra o Direito, e a final foi um jogo de nervos, que ganhámos na bola de jogo com um ensaio do Jorge Abecasis.
Foi um prémio justo para os sacrifícios que todos os que tiveram envolvido nos seniores fizeram, Treinadores, Jogadores, Fisioterapeutas, Presidente, Claque e já agora, eu.
Para momento menos bom vou escolher não um momento, mas uma série de momentos, porque se repetiram na maior parte das épocas que tive como treinador dos sub-14 do CDUL: a convocatória para o Youth Festival dos sub-13, custa-me sempre dizer quem fica de fora, durmo sempre mal antes e depois da convocatória

Levavas alguém do Cdul contigo para Loulé? 
Não, estou ansioso por começar a trabalhar em Loulé e aprender com quem lá está.

Pensas no teu regresso? 
Sim, não quero deixar de treinar sem voltar ao CDUL, mas agora e no futuro próximo o foco vai estar no Rugby Clube de Loulé.

Desporto (para além do Rugby)? 
Gosto de ver ténis e futebol.

Prato preferido?
Bacalhau escondido com broa.

Sara Sampaio ou Adriana Lima? 
Sara Sampaio.

Afonso Nogueira ou Diogo Alves?
Acho que o Diogo vai chorar mais se não o escolher, por isso é melhor escolher o Diogo.

E já agora, João Félix ou Bruno Fernandes?  Bruno Fernandes
Hobby?  Ler Manga, ver animes e series
Filme?  O Rei Leão (1994)
Viagem de Sonho? Twickenham

Porque é que a caixa negra dos aviões é vermelha?
Deve ser vermelha para se ver bem quando for necessário, e deve chamar-se caixa negra porque originalmente ficavam queimadas. Alternativamente quem faz as caixas é só malta do Benfica e gosta de deixar isso bem marcado.

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